domingo, 28 de março de 2010

Ilha do medo

Esquecimento ou inconsciência podem ser formas humanas de redenção?

A meu ver, essa é a grande questão desse filme denso e alucinatório.

Como minha árvore genealógica possui alguns frutos um pouco fora do padrão de normalidade...rs, tenho até certo conhecimento acerca da complexidade dos atalhos da mente humana, mas a abordagem do filme é surpreendente.

Prometo não contar nada que tire a surpresa daqueles que não assistiram, mas ver Leonardo DiCaprio desfigurado, logo nas primeiras cenas, é um grande presságio do que está por vir. Depois, vem a solidão de um navio quase fantasma e a visão de um porto mais sinistro que a travessia. Chega-se então a uma ilha que abriga supostos loucos, ou criminosos. Ou serão criminosos por serem loucos? Ou ficaram loucos por serem criminosos? Todas as possibilidades são válidas.

O agente federal Teddy Daniels (DiCaprio) deve investigar, juntamente com seu companheiro Chuck, a fuga de uma prisioneira. O comportamento de todos que vivem na ilha, uma mistura de medo e cumplicidade, indica de forma mais ou menos sutil, que existe algo suspeito no ar. Mas, mais surpreendente que o fim é o percurso, e mais ainda a percepção de como, ao lidar com traumas, podemos ser hábeis em criar uma mentira fácil de acreditar.

Sábado à noite em boa companhia!

sábado, 27 de março de 2010

Perfeita...


Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranqüilo
E tão contente...

sábado, 20 de março de 2010

Outono...

"Tu és a folha de outono

voante pelo jardim.

Deixo-te a minha saudade

- a melhor parte de mim.

Certa de que tudo é vão.

Que tudo é menos que o vento,

menos que as folhas do chão..."

Cecília Meireles

terça-feira, 16 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Touro Bandido "visita" vaca da Cow Parade

Guerra ao Terror ou O Sentido da Vida?

Assisti Guerra ao Terror exatamente no dia em que o filme recebeu 6 prêmios no Oscar. Além de melhor filme, o trabalho de Kathryn Bigelow valeu a ela, a quarta cineasta indicada na história da premiação, o primeiro prêmio de direção a uma mulher. "Avatar", de seu ex-marido, James Cameron, considerado um dos favoritos, ficou apenas com prêmios técnicos.

Preferências e feminismos à parte, tenho pensado muito naquela que eu considero a "moral da estória". Em resumo, o filme fala da paixão de um americano por sua profissão de desarmador de bombas no Iraque. Ele enfrenta situações de extremo perigo com tranquilidade, dedicação e, por incrível que possa parecer, amor.

Fiquei pensando no quanto deve ser bom ter um "amor assim" (em um sentido menos romântico, de ideal de vida). Alguma coisa que dê um sentido a essa falta de sentido que, em algum momento, surpreende quase todos nós.

A melhor cena, na minha opinião, é quando ele diz ao filho, ainda criança, que com o passar dos anos poucas coisas passam a ter verdadeira importância na vida das pessoas. Continua, dizendo que no caso dele, restava apenas uma. Quando todos imaginam que ele está falando do filho, vem a cena do seu retorno à guerra...