Logo em seu início, o filme Up in the air (Amor sem escalas), me fez lembrar de uma fase muito marcante da minha vida. Filha mais velha, com uma irmã seis anos mais nova, acho que sempre fui muito responsável e madura, mesmo quando criança. Mas, foi a demissão do meu pai, de uma empresa na qual trabalhou quase 30 anos, que realmente marcou minha passagem para a vida adulta. Embora ele tenha sido efetivamente o herói que eu imaginava em meus sonhos de menina, foi a primeira vez que o vi frágil, precisando do meu apoio e carinho, e isso mudou profundamente a minha forma de enxergar a vida.
No filme, Ryan Bingham (Geoge Clooney, mais lindo que nunca) é um especialista em demissões, pago para viajar pelos Estados Unidos despedindo funcionários de empresas afetadas pela crise. Frente a uma das piores notícias da vida, os recém-demitidos se desesperam, em geral, pela preocupação com o futuro de suas famílias. Sem laços afetivos, e com um estilo de vida desapegado, passado em aeroportos, hotéis e carros alugados, Bingham tenta convencer os demitidos de que a vida ainda lhes reserva muitas possibilidades, e que todos os grandes homens da humanidade devem seus feitos a uma situação como aquela que estavam passando. Dentro do programa pós-demissional das empresas, ele faz ainda palestras para os desempregados, pregando exatamente esse desapego, a chamada "mochila vazia". Ele sugere que tudo que precisamos para viver pode ser carregado em uma mala de mão. Bagagens, leia-se laços pessoais e materiais, são âncoras que, quanto mais pesadas, mais reduzem nosso ritmo de locomoção pela vida, o que segundo ele, faz com que morramos mais rápido.
Entretanto, apesar de marcantes, as demissões são apenas o pano de fundo pelo qual passam questões como as escolhas pessoais e as "imposições" da vida moderna. Embora de forma pouco profunda, temas como ritmo de trabalho, casamento, filhos e fidelidade, são trazidos à tona, sugerindo reflexões como a que estou fazendo agora. Conclusões? Pouco prováveis que as terei...
Alguém mais assistiu para trocarmos figurinha? Para aqueles que não viram, recomendo.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Flor e suas filhinhas
"E quando acaricio a cabeça do meu cão, sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique..."
(Clarice Lispector)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O que eu li nas férias
Sempre que vou viajar de férias, além dos itens tracionais, minha mala vai recheada com uma seleção de livros, cuidadosamente escolhidos para a ocasião. Nessas férias, porém, mal tive tempo de arrumar as malas, em função das mil e uma pendências que eu tinha que deixar resolvidas no trabalho para poder me ausentar. Enfim... entrei na livraria, e em 10 minutos peguei, mais ou menos, "o que vi pela frente".
A melhor das escolhas foi a biografia de Maria Callas - Orgulhosa demais, frágil demais, de Alfonso Signorini. Fiquei impressionada com a vida e a carreira dessa diva da música lírica, considerada a maior soprano de todos os tempos. Uma mulher, como tantas de nós, capaz de renunciar à sua brilhante carreira por amor.
Também gostei muito de Três Vidas, de Gertrude Stein, um ícone da chamada Geração Perdida na Paris do início do século XX. O llivro, dividido em 3 contos, é um relato da vida de 3 mulheres sem qualquer perspectiva de vida, exceto a de servir aos outros - patroas, família, amigos. A narrativa é muito enfática em relação a características específicas de cada uma das mulheres, o que as torna muito reais, quase velhas conhecidas nossas.
Em terceiro lugar na minha prefência, veio O Compromisso, de Herta Müller, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 2009. Fala do cotidiano de uma mulher atormentada pela ditadura na Romênia Comunista. Toda a estória de desenvolve tendo como pano de fundo a convocação para que ela se apresente ao Serviço Secreto. No caminho, o tempo torna-se dilatado, e sua vida é contada, desde a infância, em incursões ao seu universo psicológico.
No teu deserto, de Miguel Sousa Tavares, também autor de Equador e Rio das Flores, me deixou com uma sensação de "leitura mal resolvida". Gostei dos outros dois livros, apesar do final meio decepcionante de Equador, e acho que por isso esperava mais. Trata-se das memórias de um jornalista acerca de uma viagem feita ao Saara há 20 anos, em companhia de uma mulher 15 anos mais jovem. As dificuldades e prazeres da travessia cria entre eles uma cumplicidade que evolui para companheirismo e, por fim, amor represado.
A melhor das escolhas foi a biografia de Maria Callas - Orgulhosa demais, frágil demais, de Alfonso Signorini. Fiquei impressionada com a vida e a carreira dessa diva da música lírica, considerada a maior soprano de todos os tempos. Uma mulher, como tantas de nós, capaz de renunciar à sua brilhante carreira por amor.
Também gostei muito de Três Vidas, de Gertrude Stein, um ícone da chamada Geração Perdida na Paris do início do século XX. O llivro, dividido em 3 contos, é um relato da vida de 3 mulheres sem qualquer perspectiva de vida, exceto a de servir aos outros - patroas, família, amigos. A narrativa é muito enfática em relação a características específicas de cada uma das mulheres, o que as torna muito reais, quase velhas conhecidas nossas.
Em terceiro lugar na minha prefência, veio O Compromisso, de Herta Müller, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 2009. Fala do cotidiano de uma mulher atormentada pela ditadura na Romênia Comunista. Toda a estória de desenvolve tendo como pano de fundo a convocação para que ela se apresente ao Serviço Secreto. No caminho, o tempo torna-se dilatado, e sua vida é contada, desde a infância, em incursões ao seu universo psicológico.
No teu deserto, de Miguel Sousa Tavares, também autor de Equador e Rio das Flores, me deixou com uma sensação de "leitura mal resolvida". Gostei dos outros dois livros, apesar do final meio decepcionante de Equador, e acho que por isso esperava mais. Trata-se das memórias de um jornalista acerca de uma viagem feita ao Saara há 20 anos, em companhia de uma mulher 15 anos mais jovem. As dificuldades e prazeres da travessia cria entre eles uma cumplicidade que evolui para companheirismo e, por fim, amor represado.
domingo, 3 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Orgulho da minha terra
Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia
Mais mole a cama em que durmo
Mais duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso
Busquei felicidade
Encontrei foi Maria
Ela, pinga e farinha
E eu sentindo alegria
Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia
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